Mitos sobre educação financeira infantil

O especialista Álvaro Modernell tira diversas dúvidas sobre educação financeira infantil e esclarece alguns mitos.

Álvaro ModernellUm dos maiores mitos sobre educação financeira é que este não é assunto de criança. Tanto é que escolas públicas já começaram a inserir o tema no ensino médio e já existe a decisão de estender a todo ensino fundamental.

Para desvendar mais esse universo da educação financeira infantil, o especialista listou alguns dos mitos:

Educação Financeira é apenas para jovens e adultos? Não!

A educação financeira pode e deve ser iniciada na infância, de maneira lúdica antes mesmo das crianças chegarem ao ensino fundamental.

Educação Financeira é assunto para tratar apenas em família? Não!

A educação para a cidadania deve ser compartilhada pela família, pela escola e pela sociedade.

Apenas crianças de famílias ricas precisam de educação financeira? Não!

Todas as crianças merecem um futuro melhor. E todos precisam aprender a cuidar bem do seu dinheiro. O ensino da educação financeira ajuda na organização, no planejamento, na conservação dos bens, nas escolhas, a evitar desperdícios, a respeitar limites e outras atitudes que ajudam a fazer o dinheiro render mais, seja pouco ou muito.

Educação Financeira nas escolas só pode ser feita com projetos feitos por especialistas? Não!

Qualquer escola pode estruturar e desenvolver seu próprio projeto. Mas a experiência ensina que vale à pena pesquisar sobre ações bem sucedidas para aumentar também as chances de sucesso e reduzir riscos de escolher caminhos pouco produtivos.

Os professores de Matemática são os mais indicados para conduzir Educação Financeira nas escolas? Não!

O ideal é escolher professores motivados, interessados e que tenham boa comunicação e integração com os alunos. De preferência, a Educação Financeira deve ser abordada de maneira transversal, permeando aulas de matemática, língua portuguesa, história, geografia, educação ambiental, projetos de literatura, empreendedorismo, artes e muitas outras. Cada professor pode aportar a sua parcela de conhecimento, ajudando a criança a tirar suas próprias conclusões e a formar a sua base de conhecimento.

Para oferecer educação financeira as escolas precisam investir muito? Não!

O primeiro passo é incluir títulos de literatura infantil sobre o assunto (paradidáticos ou literários) nos projetos de leitura. Não custa nada a mais. Não muda a rotina. Não exige capacitação. E alunos, pais e professores passam a ler, refletir e conversar sobre fundamentos de educação financeira naturalmente. Está dado o primeiro passo.

“Dinheiro, bens e riquezas, mesmo que abundantes, se não forem bem cuidados e administrados, podem se esvair e terminar rapidinho. Já a educação, fica.”

Álvaro Modernell é especialista em educação financeira, palestrante e autor de vários livros, projetos, cartilhas e artigos sobre educação financeira.

Cláudio Alfenas 20-02-2014 Artigos

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