Saiba estipular um limite para as redes sociais no trabalho

Muitas empresas se questionam sobre o uso do Facebook durante horário de expediente, algumas criam regras rígidas de controle e outras simplesmente liberam o uso

Christian BarbosaMuitas empresas se questionam sobre o uso do Facebook durante horário de expediente, algumas criam regras rígidas de controle e outras simplesmente liberam o uso. Sempre que sou questionado sobre o tema costumo dizer que o caminho do meio é a saída, nem liberar demais nem apertar muito.

Sou favorável ao uso das redes sociais, mas de forma controlada, com horários, limites de tempo, volume de dados trafegados etc. Não existe mais essa história de bloqueio total, a não ser que você reviste o bolso das pessoas e as impeça de trazer seu celular para o trabalho, não é verdade?

Acredito que o problema não está na questão liberar ou não, mas em desenvolver nas pessoas o senso de saber o limite de uso. Eu acho que a redes sociais são como uma droga, elas viciam, pois geram prazer na sua utilização de alguma forma. Se não fosse positivo em algum sentido as pessoas não o fariam.

Existem muitas pessoas que não conseguem desenvolver um limite pessoal, o que acaba prejudicando a produtividade diária sem que ao menos consigam perceber a gravidade do problema. Na Triad PS temos tudo liberado, acredito profundamente na capacidade individual da minha equipe, de julgamento do que é realmente importante no momento certo.

Não ligo nem um pouco de ver um colaborador no chat no Facebook, se tenho a certeza de que depois de algum tempo ele retornou mais focado para terminar a prioridade. O problema é se o chat não termina e consome longas horas no dia, o que prejudica a execução, atrasa uma série de atividades, os e-mails acumulam, a sensação de atraso e de correria aumentam. Bom, esse é um típico caso de que a rede social está fazendo mal para sua performance, ou seja, esse é o momento de parar.

Acredito que todos podem usar as redes sociais, desde que tenham condições de desenvolver o senso de limite. Ou seja, que saibam enxergar quando a rede ajuda e quando a ela prejudica. Uma hora ou outra, fazer uma pausa par acessar o Facebook, por exemplo, será positivo, vai ajudar a espairecer as ideias e pensar em outras coisas. Podemos até chamar esse momento de ócio criativo, teoria do Domenico de Masi. No entanto, o uso excessivo vira aquilo que eu chamo de circunstancial, a perda de tempo sem resultados.

Os gestores também podem ser fundamentais para que as redes sociais não roubem o tempo de seus profissionais. Eles devem ajudar a equipe a reconhecer o que é prioritário, delegar as atividades importantes e apoiar para que os resultados aconteçam. Quando os profissionais estão engajados, sabem a direção e têm velocidade o autocontrole aparece naturalmente. O Facebook não pode ser considerado o culpado pela falta de produtividade da equipe. O problema pode estar na falta de uma liderança produtiva. Esse é o ponto!

Christian Barbosa é o maior especialista no Brasil em administração de tempo e produtividade, é CEO da Triad PS, empresa multinacional especializada em programas e consultoria na área de produtividade, colaboração e administração do tempo.

Cláudio Alfenas 24-02-2014 Artigos

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