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Empresa descarta lixo tóxico de pequenos geradores de resíduos

2017-05-08Um engenheiro químico industrial teve a ideia de trabalhar com pequenos geradores de resíduos para destinação correta do lixo tóxico

Empresa descarta lixo tóxico de pequenos geradores de resíduos
Em uma fábrica de peças sacras, em São Paulo, ouro, prata e níquel passam por processos químicos. Mas após o embelezamento das peças, restam resíduos tóxicos oriundos do tratamento químico. Quando vêm de grandes indústrias, eles são encaminhados a empresas credenciadas pela CETESB - Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, responsáveis pelo recolhimento do lixo tóxico. Entretanto, em fábricas pequenas, há problemas operacionais para recolher tais resíduos.

Como alternativa, um engenheiro químico industrial teve a ideia de trabalhar com pequenos geradores de resíduos tóxicos. Estes são extremamente prejudiciais ao meio ambiente - como cianeto de potássio, níquel, ácidos, além de outros elementos químicos, que não podem ser descartados na natureza. Eles devem ser manipulados de forma adequada por empresas especializadas.

A cadeia de descarte e reciclagem é criteriosa. Devem ser emitidos documentos e guias de movimentação e providenciadas embalagens próprias para resíduos, assim como transporte correto para tal. Atualmente, a empresa de Flávio Bragante cobra R$450,00 por tambor de lixo. Em 2016, foram 200 toneladas de resíduos tóxicos com destinação correta, que deixaram de ir para aterros e lixões.

Segundo o empresário, sua empresa de descarte de resíduos tóxicos cresce de 15 a 20% ao ano – resultado do aumento da demanda. Em média, são 70 micro e pequenas empresas, que geram 200 toneladas de lixo tóxico ao ano. As estimativas são para um aumento de 300 toneladas de lixo tóxico ao ano. Todas com destinação final realizada de forma adequada. Além do descarte é feita a reciclagem do lixo.

Da empresa de Flávio, em São Roque, interior de São Paulo, o lixo segue para outra onde é triturado após passar por processo de segregação de metais ferrosos e não ferrosos. Como resultado, surge um material com alto poder calorífero. Este é utilizado por indústrias de cimento como combustível em seus fornos. Assim é fechado o ciclo, com destinação sustentável dos resíduos tóxicos.

Fonte: Revista PEGN.

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