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Fim do parcelamento sem juros no cartão de crédito

Como substituto ao parcelamento sem juros no cartão de crédito, as empresas concederiam uma espécie de crediário aos consumidores

Fim do parcelamento sem juros no cartão de créditoMal começou o ano e o setor de cartões de crédito enviou uma proposta ao Banco Central: fim do parcelamento sem juros no cartão de crédito. A notícia divulgada pela mídia não foi bem recebida pelos consumidores, que têm o hábito de comprar eletroeletrônicos e passagens aéreas parcelados no cartão. De certa forma, esta é uma facilidade de compra de produtos/serviços com valores mais altos.

Para substituir essa opção de pagamento, a empresa concederia uma espécie de crediário ao consumidor. Mas o modelo seria o oposto do que é utilizado pelas lojas atualmente. As bandeiras determinariam um limite para ser usado pelos consumidores. Por esse motivo, a medida deve ser tomada com muita cautela, pois o parcelamento no cartão é um hábito adotado há muito tempo pelos brasileiros.

Se para os consumidores a proposta não é muito bem-vinda, para os lojistas é o contrário. As lojas seriam beneficiadas pelas bandeiras. Estas assumiriam os riscos financeiros, além de oferecerem aos varejistas prazos de pagamento mais curtos (em até cinco dias após a transação). Hoje, as empresas recebem a primeira parcela da instituição financeira após 30 dias da compra realizada no cartão de crédito.

Não é coincidência que grandes empresas se reuniram com a autoridade monetária (BC) para garantir que a proposta do setor de cartões de crédito fosse ajustada. Segundo Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, o projeto não garantirá melhorias às ações de crédito. Trata-se de uma forma de manter a rentabilidade dos setores varejista e de cartões de crédito em um momento em que os juros estão em queda.

No ano passado, os juros do rotativo do cartão de crédito apresentaram uma queda significativa de 163,1 pontos percentuais. Segundo o Banco Central, em 2017, as taxas cobradas dos consumidores que pagam, pelo menos, o valor mínimo da fatura, apresentaram retração de 231,8 pontos percentuais. Já os juros cobrados dos que pagam valores inferiores caíram 118,3 pontos percentuais.

Por Andréa Oliveira.

Fontes: E-commerce Brasil e correio Brasiliense.

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