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Por que é vantajoso cultivar crisântemos?

 Por que é vantajoso cultivar crisântemos?   Artigos Cursos CPT


 

Com produção o ano inteiro e profusão de cores e variedades, o crisântemo vem ampliando sua participação no mercado nos últimos anos

om produção o ano inteiro e profusão de cores e variedades, o crisântemo vem ampliando sua participação no mercado nos últimos anos, perdeu a imagem de produção típico de funerais e conquistou o consumidor pelo preço e durabilidade. Desde sua chegada ao Ocidente, há pouco mais de 100 anos, passou por vários processos de hibridação, atingindo uma enorme gama de formas, cores e tamanhos das inflorescências; por esta razão, o crisâtemo, atualmente, é multiplicado vegetativamente e não por sementes.

“No crisântemo, o que chamamos de flor é, na verdade, uma inflorescência, ou seja, é um conjunto de flores concentrado em uma só base; cada elemento presente nesta base é uma flor, possuindo estame, estigma, estilete e ovário”, afirma Ângela Cristina Oliveira Stringheta, professora do Curso a Distância CPT Como Produzir Crisântemos, em Livros+DVD e Cursos Online.

O crisântemo pode ser cultivado ao ar livre, entretanto, em plantios comerciais, o cultivo é feito em estufas, permitindo um controle ambiental. As estufas podem ser de madeira ou de metal. Existem vários modelos de estufas: modelo capela, modelo arco, modelo bella união e modelo londrina. Nos plantios comerciais é usado normalmente o modelo em arco, por ser o modelo mais evoluído em termos de materiais usados (metal) e de facilidade de fixação do plástico na cobertura.

Dicas de cultivo


Temperatura: o crisântemo apresenta crescimento regular e produz flores de excelente qualidade em locais onde a temperatura varia entre 18 a 25 oC.

Irrigação: a irrigação deve manter sempre o canteiro e a estufa com um bom teor de umidade. Entretanto, evitar excesso de umidade, eliminando, assim, algumas doenças do solo. A escolha do sistema de irrigação depende do tipo de solo, da quantidade de água e dos recursos disponíveis. Normalmente, usa-se aspersão baixa para os canteiros e sistemas de gotejamento para vasos.

Solo: o solo ideal para o cultivo do crisântemo deve ser poroso, densidade entre 0,6 – 0,7, rico em matéria orgânica, boa drenagem.

PH: o PH deve estar entre 5,5 e 7.

Adubação: a adubação, quanto mais parcelada, mais eficiente e, por isso, é muito usado o sistema de fertilização onde os nutrientes são solubilizados em água de irrigação e aplicados todos os dias no plantio. A adubação deve ser rigorosa para se ter resultados positivos na produção. Pesquisas mostram que a deficiência de alguns elementos causam manchas, necroses, perda de coloração, paralisação no crescimento, deformações nas inflorescências, atraso na abertura dos botões entre outros.

Colheita: as inflorescências devem ser colhidas, antes que desapareça totalmente a cor esverdeada do centro, portanto, antes que abram as flores do centro. Para casos de mercado consumidor próximo, podem ser colhidas inflorescências pouco mais abertas. Podemos considerar como ponto de colheita quando as inflorescências estiverem 70% abertas, se formos colher cachos, quando 70% das inflorescências do cacho estiverem abertas. Na época da colheita são colhidas plantas inteiras ou então cortadas as hastes das inflorescências rente ao solo. Feito isso, o material coletado deverá ser levado para a mesa de padronização onde será uniformizado o comprimento das hastes floríferas, que em seguida devem ser colocadas em baldes com água e transportadas para local fresco.

Após a colheita, todo o material vegetativo (restos culturais) deverá ser retirado da área de produção. Os canteiros serão, então, preparados para o próximo plantio. Esta é uma prática que ajuda muito no controle de proliferação de pragas e doenças. As inflorescências colhidas que não vão ser comercializadas imediatamente podem ser armazenadas até seis semanas, a seco, em ambiente fechado, à temperatura de 1 a 3 oC.

Embalagens: para embalagens, faz-se feixes de dúzia (com 13 flores), amarradas, protegendo as inflorescências com papel. Em caixinhas revestidas de plástico, fixar bem os feixes para evitar esmagar as flores. Após o armazenamento as inflorescências devem ter a base das hastes cotadas e colocada em água para recuperarem rapidamente a turgecência.

Comercialização: a comercialização depende da região. Existem sistemas de comércio próprios em regiões de grande produção, como em Holambra (SP) onde existe um pregão diário; ou a comercialização é feita nos CEASAS e floriculturas.

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Por Silvana Teixeira.

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