
Serra, Dilma e Marina demostram
cuidado especial à micro e pequena empresa.
No dia 25 de setembro de 2010, os três pré-candidatos à presidência da República, Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva participaram de um encontro na Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, cujo o foco foi o documento “A Indústria e o Brasil – Uma agenda para crescer mais e melhor”. Neste encontro, Dilma, Serra e Marina demostraram cuidado especial à micro e pequena empresa.
Dilma Rousseff, em seu discurso, afirmou que "A situação tributária no Brasil é caótica. Ela onera a todos: governo e empresa. Assumo aqui um compromisso de realizar essa reforma. A partir dela será possível estimular o investimento, a exportação e a criação de emprego". Ao fazer um balanço das conquistas do governo Lula a partir do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), firmou compromisso com a reforma tributária, chamando-a de "Reforma das reformas".
Defendeu, ainda, a estabilidade macroeconômica e a política de desoneração de investimentos e da folha de pagamentos. E ressaltou que, no seu governo, micro e pequenas empresas terão tratamento diferenciado. "Sou a favor da criação de um ministério para o segmento; ele dará robustez não só ao tecido econômico como também ao tecido social. O problema enfrentado pela micro e pequena empresa é diferente dos enfrentados pelas grandes empresas. Elas precisam de incentivos tributários, crédito e incorporação de tecnologia", disse. Para finalizar, firmou três compromissos: situar a economia brasileira entre as principais do mundo, crescer de forma sustentada e distribuir renda de forma permanente e sustentável.
José Serra parabenizou a CNI pela iniciativa e pela elaboração do documento, e defendeu como prioridade para o país "a geração de emprego e renda". Ele concordou com o documento da CNI quando aponta a carga tributária, o custo de capital, a logística e a infraestrutura como atuais entraves para a competitividade das indústrias brasileiras.
Segundo ele, "O Brasil tem a maior carga tributária do mundo e a maior taxa de juros entre os países emergentes”. Além de defender maior investimento em infraestrutura e também que é preciso gastar menos com a máquina e mais com a população.
Marina também elogiou as conquistas do governo Lula, como os programas de distribuição de renda, assim como as do governo Fernando Henrique, como o Plano Real, que estabilizou a economia; e defendeu a reforma tributária: "O grande desafio é pensar o Brasil para daqui a 30 anos; precisamos integrar as iniciativas positivas".
Sabatinada por empresários, ela foi questionada sobre suas prioridades para as micro e pequenas empresas. "No Brasil há lugar para as micro, pequenas, médias e grandes empresas. Porém, as de menor porte precisam de um maior acolhimento por parte do estado. Em São Paulo, leva-se três meses para se abrir uma empresa, já no Espírito Santo são gastos apenas três dias. Não precisamos inventar a roda, apenas adotar boas ideias como políticas públicas", disse.