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Criação Animal
Até a pouco tempo atrás, aspectos intrínsecos aos animais eram deixados em segundo plano – muitas vezes, até mesmo ignorados. O comportamento social, o uso do espaço e a livre escolha da dieta não estavam nos planos dos criadores. Respeitando as necessidades do animal, é possível contribuir na adequação da evolução das técnicas de criação e manejo, atendendo aos interesses do homem, mas respeitando as necessidades do animal. Enfim, definir atitudes éticas na relação entre o homem e o animal.
O manejo das pastagens deve acontecer de maneira eficiente, de forma que a produção animal seja maximizada e a persistência das plantas forrageiras não sejam afetadas. O manejo deve levar em conta as variáveis que se interagem como as forrageiras, os animais, o clima e o solo.
Os sistemas de pastejos testados mostram resultados conflitantes. Alguns proporcionam melhorias na produção animais, mas não surtem bons resultados sobre a cobertura vegetal da pastagem. Em outros casos, acontece o contrário. Enfim, não existem ainda dados conhecidos que permitam estabelecer conclusões definitivas sobre o sistema de pastejo.
Os criadores, normalmente, não têm o costume de aceitar inovações nessa área, principalmente, se essas inovações trouxerem maiores gastos. O fato é que a sofisticação que envolve alguns sistemas exigem alto capital e, muitas vezes, são desnecessárias, pois o mesmo resultado pode ser obtido por sistemas mais simples e mais econômicos e com a mesma eficiência. O importante na escolha de um manejo é preservar a simplicidade, a flexibilidade, a manutenção e a produtividade.
A escolha da forrageira é muito importante. Não se pode, a principio, dizer que existem forrageiras ruins, mas mais adequada para cada tipo de clima, solo, tecnologia adotada e produtividade potencial desejada. A análise dessas condições são fundamentais para a obtenção do resultado final.
As áreas de pastagem são a base para a alimentação e produção animal a baixo custo e o nível dessa produção é ainda mais positivo quando as pastagens são compostas por leguminosas. Isso acontece devido ao suprimento de nitrogênio para o sistema solo-planta-animal. A adubação nitrogenada é ainda a alternativa mais utilizada, mas a utilização de leguminosas contribui para a eficiência e economia da produção.
O quadro abaixo mostra produtos agrícolas que podem ser utilizados como complemento da alimentação de animais.
Alimento |
Benefícios |
Milho |
Recomendável como silagem ou em grãos na produção de leite. Rico em hidratos de carbono e gordura, porém pobre em minerais. Suas proteínas são de qualidade inferior. |
Mandioca |
Alimento rico em feculentos e pobre em proteínas, minerais e vitaminas. Devem ser fornecidas com alimentos que suprimam essas deficiências. A forrageira deve suprir essa carência. |
Soja |
É mais rica em proteína do que qualquer outro alimento vegetal. Recomendado para vacas em lactação devido a sua riqueza em proteína e cálcio. |
Rami |
Utilizado unicamente para extração de fibras. Rico em vitamina A |
Bananeira |
O valor nutritivo da banana equivale ao da batata-doce e da mandioca. O tronco da bananeira, quando servido como alimento ao gado, favorece a eliminação dos vermes e ao controle da diarréia. |
O fato dos animais serem criados em situação de rusticidade fazem com que eles sejam mais resistentes a manifestação de sinais clínicos para determinadas doenças. Porem, isso não quer dizer que eles esteja saudáveis, pelo contrário, podem ser portadores de agentes patogênicos sem apresentar as características da doença. Apesar de não apresentarem sinais clínicos, os animais contaminados são capazes de transmitir a enfermidade para outros sadios.
Para que esse tipo de situação não ocorra, é preciso observar o manejo sanitário da criação. O local para onde os animais serão deslocados deve ser o primeiro ponto a ser observado. Deve ser protegido de ventos e sol com cortinas vegetais e sombra, possuir declividade e boa drenagem. Ser de fácil acesso à entrada das vacas e insumos e de boa saída desses animais e escoamento de leite para a comercialização. Deve ser um ambiente de sossego e bem cercado.
A água fornecida aos animais deve ser limpa e livre de microorganismos patogênicos e resíduos químicos e exclusiva para que não seja contaminada. Se preciso for, deve-se clorar a água servida. Toda a higienização deve ser procedida de maneira que não acarrete dano ao gado. O controle de doenças pode ser feito por vacinas.
A fitoterapia é uma alternativa aos agricultores para a utilização de insumos naturais no lugar dos industriais. O preparado de vegetais pode ser utilizada para o tratamento e recuperação de animais.
O quadro abaixo apresenta as principais patologias parasitárias do rebanho bovino.
Parasitas |
Características |
Mosca do chifre |
Sugam o sangue do animal. No gado leiteiro, faz com que sua produção caia em até 20%, além de reduzir o valor do couro. |
Carrapatos |
Transmite a doença conhecida como tristeza parasitária. Causa danos ao couro dos animais, prejudicando a importação da matéria-prima. |
Bernes |
Reduz a produção de leite e carne, enfraquece o couro. Além de trazer uma série de doenças como miíase dermais e miíase palpebrais. |
Parasitas internos |
Os parasitas contaminam as pastagens com ovos depositados nas fezes de animais infestados criando um ciclo de reinfestação, pois o animal se alimenta das pastagens contaminadas. |
Moscas |
As moscas domésticas não sugam o sangue dos animais, porem causam grande agitação. Esse fator leva à diminuição da produção. Podem transmitir agentes de doenças como mastite e tuberculose |
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