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Sabor que vem das montanhas


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O pão de queijo surgiu no século XVIII, nas cozinhas das fazendas mineiras. Para incrementar o biscoito de polvilho, foi acrescido o queijo. O resultado foi um quitute delicioso que já ganhou o Brasil e vem ganhando também outros países. São cerca de 350 empresas devidamente legalizadas com sua grande maioria localizada na região Sudeste, principalmente em Minas Gerais e também em São Paulo.
Para saber mais sobre a indústria do pão de queijo, o Emprego e Renda conversou com Ronaldo Rogério (foto), presidente da ABPQ (Associação Brasileira dos Produtores de Pão de Queijo).

O comitê Pró Pão de Queijo foi uma iniciativa da ABPQ, junto com a FHIEMG, SEBRAE, CETEC, Vigilâncias Sanitárias estadual e municipal, com o objetivo de traçar ações no sentido de alcançarmos uma qualidade satisfatória, assim como controle microbiológico, atestando segurança alimentar, implantação do BPF nas indústrias que é Boas Práticas de Fabricação. Movimento que certamente voltará a acontecer em 2006.

Emprego e Renda: Quantas indústrias de pão de queijo são registradas no Brasil?
Ronaldo Rogério: Por ser uma atividade industrial que ainda está se organizando e ainda não tem um sindicato, não temos um dado mais seguro, mas em pesquisa da própria ABPQ estimamos que exista hoje no Brasil cerca de 350 empresas devidamente legalizadas. Se olharmos para o campo da informalidade de micro indústrias, seguramente para cada empresa legalizada temos três na informalidade.

E&R: Onde a maioria dessas indústrias se encontra e qual a sua porcentagem?
R.R.: A maioria das indústrias certamente está na região sudeste, hoje dividindo a sua maioria entre Minas Gerais e São Paulo, embora, tenha indústria em Brasília, Mato Grosso, Piauí, Goiânia, Pará, Rio grande do Sul, Santa Catarina. Belém, Manaus Curitiba e em outros paises, como Chile, Estados Unidos, (Miami, Canadá, Atlanta, Nova Jersey), Portugal, México, Espanha, Japão, África do Sul.

E&R: Como surgiu a primeira empresa de pão de queijo e como isso começou a acontecer?
R.R.: A primeira indústria devidamente legalizada (Pão de Queijo São Geraldo) foi a responsável pela implantação da produção em escala industrial. Depois dela vieram várias outras – pequenas e regionais – até chegar a Forno de Minas que, na Administração de Dona Dalva e Família, popularizou o pão de queijo congelado, abrindo as portas para o produto ter reconhecimento dentro e fora do Brasil.

E&R: Qual a produção média mensal de pão de queijo no Brasil?
R.R.: É importante deixar claro que, como associação, não temos números exatos de tonelagem produzida no país, estamos desenvolvendo ações para podermos num futuro próximo ter dados mais concretos; mas não poderia deixar de expressar aqui números, para que os leitores tenham uma idéia da força que o produto tem como divisas para os Estados, da mão de obra empregada e impostos recolhidos.  Por mês, são produzidos mais de 8 milhões de quilos de pão de queijo com faturamento superior a 35 milhões de reais, isto contando apenas as empresas legalizadas.

E&R: Quanto é fabricado para a exportação?
R.R.: A exportação existe e já foi até maior. Com as empresas se instalando e produzindo no próprio país, hoje se tornou infinitamente menor do que o consumo interno.

E&R: O que é o Comitê Pró Pão de Queijo e como ele funciona?
R.R.: O comitê Pró Pão de Queijo foi uma iniciativa da ABPQ, junto com a FHIEMG, SEBRAE, CETEC, Vigilâncias Sanitárias estadual e municipal, com o objetivo de traçar ações no sentido de alcançarmos uma qualidade satisfatória, assim como controle microbiológico, atestando segurança alimentar, implantação do BPF nas indústrias que é Boas Práticas de Fabricação. Movimento que certamente voltará a acontecer em 2006.

E&R: O que é preciso para aumentar a produção e como melhorá-la?
R.R.: No momento, o aumento de produção é temerário. Precisamos da capacitação dos empresários, com a qualidade e segurança alimentar, o acondicionamento correto dos supermercados, mantendo o produto em exposição abaixo de –18 graus e a conscientização de que se trata de um produto de alto valor nutritivo e de uma cadeia produtiva muito rica, precisamos preservar e valorizar o Produto PÃO DE QUEIJO.


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