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No Brasil, quase oito milhões de toneladas de carvão são consumidos por ano. Desse total 60% é produzido de madeira de eucalipto proveniente do reflorestamento.
O alcatrão, uma das substâncias liberadas no processo de carbonização, possui mais de 400 compostos. Dentre eles, os hidrocarbonetos poliaromáticos, causam grande impacto ambiental, devido às suas propriedades cancerígenas e mutagênicas.
A grande parte das carvoarias brasileiras utiliza fornos de alvenaria tradicionais. Esses fornos não possuem sistema de eliminação ou reciclagem da fumaça, o que faz com que a população vizinha desses locais sofra as conseqüências – e também o meio ambiente.
A poluição vinda da produção de carvão vegetal pode ser diminuída a níveis mínimos. Para isso, basta que o equipamento de carbonização tenha um sistema de recuperação ou queima de compostos orgânicos condensáveis, presentes na fumaça.
Recuperador de alcatrão: o funcionamento do recuperador inicia na sucção dos gases emitidos. Um ventilador succiona esses gases, lançando-os em velocidade para os ciclones de recuperação. Os gases praticamente isentos do alcatrão são conduzidos a um segundo ciclone, ficando ainda mais purificados, e só depois lançados na atmosfera.
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