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por Oscar Schild
Disse Airton Senna: “quando penso que atingi o máximo da minha capacidade, percebo que ainda posso me superar”. E você, pensa assim ou já descobriu o seu limite, sobre o qual impões novas regras como o de ficar de freio puxado, mesmo em terreno plano?
Aos 42 anos acredito que esteja na metade da minha vida física e com muitos anos de capacidade produtiva. Ainda não vi o meu limite que irá fazer com que eu pare ou diminua drasticamente minha atividade, mas já consigo perceber que o ambiente em que eu vivo, atuo e trabalho já impõe restrições a pessoas da minha idade.
Não falo de suportes em banheiros e corredores, mas do suporte estratégico para que a profissão possa ser realizada com a maior das qualidades, com eficiência e comprovada eficácia. Falo das empresas que em vendo suas vendas crescer (muitas estão crescendo, aproveitando esta suposta crise), esquecem que a manutenção das condições de venda, a criação de novas campanhas e de estar constantemente motivando seus clientes internos e externos são fatores primordiais e determinantes para que o crescimento continue positivo e que a própria manutenção de seus produtos junto às prateleiras dos clientes, seja fortificada, impedindo o acesso da concorrência.
Se estiver vendendo mais, união em todas as frentes e setores; fortificações sejam levantadas à proteção dos espaços conquistados. Valorização do elemento guerreiro e reconhecimento, formal e informal, daqueles que trazem os pedidos às empresas, confirmando e sendo reconhecido como profissionais em venda.
Ao primeiro sinal do tlim-tlim na caixa registradora, os administradores diminuem seus descontos e terminam as promoções, acreditando que o negócio seguirá pelo embalo recebido anteriormente. Incrivelmente ainda pensam assim e isto não acontece. O que acontece é uma mudança drástica e brusca nas vendas e, mesmo voltando às condições anteriores, o espaço de tempo será grande e a concorrência esperta, aproveitará a brecha deixada, porque o consumo continua, queira a dona crise ou não.
Existem maneiras de encerrar uma campanha de vendas, mas tem dois únicos caminhos:
O mercado para se manter aquecido precisa de lenha tal qual a fornalha de um navio; se parar de alimentá-la, tudo pára e ficasse a deriva, sem rumo, sem comandante, porque mesmo o melhor dos administradores nada poderá fazer quando o cliente trocar de bandeira.
Ia esquecendo que em momentos como este em que o Brasil está passando, deve haver maior harmonia entre o financeiro e compras. Compras precisa de muito, mas de muito estoque para manter cheias as prateleiras dos clientes; por outro lado, o financeiro quer ter é dinheiro no banco e esquece que se faz dinheiro com o escambo. Somente assim: comprando e vendendo.
Oscar Schild é escritor, vendedor e gerente de vendas.