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A filosofia de acumular patrimônio foi interessante até o início da década de 90, porque as terras de pecuária de corte se valorizavam muito, e era uma maneira do pecuarista proteger o seu dinheiro contra as altas taxas de inflação, investindo em ativos reais.
A partir do ano de 1994, as terras passaram por uma grande desvalorização, tendo seu preço caído pela metade na maioria das regiões de pecuária de corte. Por isso, a filosofia tem mudado para a produtividade e o pecuarista começa a entender que a sua fazenda vale mais pelo potencial que tem de produzir bezerros e bois gordos e não mais pela valorização da terra.
O mercado de carne tem se tornado cada vez mais exigente em qualidade, daí a importância de se dar atenção a inúmeros detalhes para que a atividade seja rentável.
Até a década de 80, as margens de lucro alcançadas pelo pecuarista eram muitos grandes, pois era possível produzir uma arroba por US$ 4,00, e que era vendida por US$ 11,00 a US$ 15,00. Naquela época, a rentabilidade da pecuária era tão atraente que permitiu o surgimento de uma série de distorções e ineficiências (administração à distância; baixa produtividade; excessiva concentração de investimentos em imóveis; baixa eficiência comercial; desrespeito à vontade do consumidor final de carne e falta de associativismo), tornando a atividade pouco competitiva para os tempos atuais. Com a redução nas margens de lucro que tem ocorrido nos últimos anos, faz-se necessário aumentar a produtividade animal e da terra e a escala de produção para que o produtor consiga se manter na atividade.
As carnes de outras espécies, como a de frango e a de suíno, eram pouco expressivas no mercado interno, até o início da década de 90, mas, na atualidade, são grandes competidoras da carne bovina.
Nesse novo cenário, alguns pecuaristas têm procurado soluções para seu negócio e isto pode ser evidenciado pela participação destes, em dias de campo, palestras e cursos. As entidades de classe e as instituições de ensino e pesquisa têm percebido este anseio do pecuarista e, por isso, têm promovido esses eventos com uma frequência muito grande. Os pecuaristas têm usado tecnologias indicadas pela pesquisa e extensão, tais como: desmama precoce; produção de animais precoces e superprecoces; uso de confinamento para terminação de animais na entressafra; semiconfinamento; pastagens de inverno; pastagens tropicais irrigadas; pastagens adubadas; uso de cercas elétricas; controle estratégico de parasitas; uso de inseminação artificial; cruzamentos, entre outras.
O pecuarista também precisa procurar se manter informado sobre a comercialização do seu produto, pois, quando informado, mais fácil será antecipar as tendências de mercado. As boas informações sobre a sua atividade devem ser entendidas pelo produtor como um insumo tão importante quanto aos demais que utiliza no manejo do seu rebanho.
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