Esta matéria foi publicada na edição 46. Para ver outras matérias da edição 46, clique aqui.

Empresas, assim como barcos,
precisam de comando e destino.
Tudo na vida implica num pouco de planejamento para cada ação. Antes de tirar o carro da garagem, sempre pensamos qual o melhor caminho para atingir o nosso destino. Se vamos às compras, sempre vem a preocupação com os preços, com a disponibilidade de recursos, com o crediário, etc. Não é, pois, diferente o pensamento que o empresário deve ter com relação a sua empresa e ao seu negócio.
As viagens marítimas realizadas por Amir Klink e o casal Schurmann ganharam projeção no mundo empresarial, pois ambos utilizaram como estratégia o planejamento.
Para o casal, toda a empresa é um barco que precisa ter comando e destino. A propósito, Sêneca dizia que se um homem não sabe a que porto se destina, nenhum vento lhe será favorável.
Capitaneado pelo comandante e também economista Vilfredo Schurmann, o barco navegou durante 10 anos ao redor do mundo, quando enfrentou situações difíceis como ondas altas de inflação, tubarões de juros, enguias do desemprego e miséria abissal. “Ao final de um dia calmo, pode-se defrontar com ondas de oito metros”, lembra Vilfredo. “É preciso estar preparado para enfrentar o conhecido e os desafios imprevisíveis, já que os desafios fazem parte do processo de transformação”, ele lembra.
Tanto faz uma tripulação de cinco pessoas como uma empresa de cinco mil funcionários, a questão gerencial é a mesma.
Sendo assim, os Shurmann buscaram a excelência utilizando normas de segurança rigorosas e treinamento a partir do trabalho de equipe. “Fizemos um verdadeiro conselho de família e aprendemos muito a escutar nossos filhos”, contam. Em cada porto, todos ajudavam nas pesquisas de mercado para avaliar os preços dos peixes e de outros alimentos, bem como onde lavar roupa, adquirir combustível e outras necessidades.
Em caso de emergência, os acidentes, como incêndio ou queda na água, puderam ser evitados. O bem-comum, acreditam, depende muito de um trabalho de conscientização, o que torna as pessoas mais despachadas.
Numa economia cada vez mais globalizada, o tamanho da empresa em relação ao que pretende ser, vai depender muito do “tamanho da cabeça”de seu dirigente. De fato, o problema não é ser pequeno, e sim, não pensar grande.
Não adianta o pequeno empresário pensar que vai derrotar um concorrente de grande porte. Sua função será de descobrir brechas por onde o grande não consiga passar e isso exige planejamento de ações globalizadas como as citadas por Stephen Rhinesmith e que valem tanto para as grandes como para as pequenas organizações:
Para saber mais sobre esse assunto, conheça o curso constituído de livro interativo com filmes, em DVD, que mostram a prática,
Curso Gestão de Pessoas na Pequena Empresa - Parte 1