Escola infantil - um negócio de gente grande
Esta matéria foi publicada na edição 1. Para ver outras matérias da edição 1, clique aqui.
Matérias e Artigos da Edição 1
Leia também:Cursos em DVD: Um empreendimento movido, antes de tudo, pela paixão.

É fato. A mulher moderna conquista cada vez mais espaço no mercado de trabalho. Para se ter uma idéia, segundo dados do IBGE de 2003, 43% da população economicamente ativa nas zonas urbanas já é de mulheres, e este número vem crescendo ao longo dos anos. Isto significa que as mulheres estão deixando de cuidar exclusivamente dos afazeres domésticos – e das crianças –, gerando uma demanda por serviços nesta área. Para suprir parte desta demanda, as creches e escolas infantis se apresentam como um negócio promissor.
Muitas mães preferem deixar seus filhos em creches e escolas a contar com o serviço de babás. Nestas instituições, as crianças são acompanhadas por profissionais especializados, e seu desenvolvimento é monitorado diariamente. Além disso, ficam em contato com outras crianças, o que colabora muito para promover a socialização, e os pais podem acompanhar o desenvolvimento de seus filhos através de reuniões e de programas de integração pais/alunos/escola.
Mercado

Para iniciar uma escola infantil o empreendedor precisa ter em mente as seguintes questões: qual é o mercado para o negócio? Quais as necessidades dos consumidores a serem atendidas? Quem são os consumidores: as crianças, os pais ou os dois? Qual o nível de renda destes consumidores? Quem são os concorrentes (diretos e indiretos)? Estas perguntas e muitas outras devem ser formuladas para que se possa efetuar uma boa pesquisa de mercado, que é um passo importante para o início de qualquer empreendimento. A pesquisa de mercado ajuda a evitar erros básicos e dá subsídios para que se possa entrar no mercado da maneira mais eficiente. A identificação do público alvo, por intermédio desta pesquisa, vai ser um ponto crucial para que se possa montar o projeto do negócio.
Conforme já foi dito, a mulher vem conquistando cada vez mais espaço no mercado de trabalho, fazendo surgir a necessidade de que alguém cuide dos filhos do casal para que tanto homem quanto mulher possam trabalhar fora. Esta necessidade que surge no mercado, ou seja, o cuidar das crianças, nos faz perceber que o consumidor deste serviço não é a criança, mas sim os seus pais, pois a necessidade a ser atendida é deles.
Essa necessidade de cuidar das crianças pode ser atendida por outras creches e escolas infantis além, é claro de poder ser atendida também por uma babá. Tendo em vista toda esta concorrência, a escola infantil deve perceber o que mais os pais e as crianças necessitam, buscando oferecer soluções para seus clientes, criando um diferencial competitivo que faça com que os pais se convençam de que é melhor deixar seus filhos nesta instituição ao invés de em outras, ou ao invés de deixá-los com uma babá.
Existem várias outras necessidades que uma escola pode se propor a atender, como por exemplo, a necessidade de aprendizagem criança, que pode ser atendida com aulas de artes, línguas e informática, e a necessidade de educação e socialização, que pode ser atendida com viagens, espaços variados para diversos tipos de brincadeiras e esportes coletivos. É nesse ponto que a escola deve buscar o seu diferencial competitivo em relação às outras instituições.
Para pensar nos serviços a serem oferecidos, é necessário definir a classe da população a ser atendida. Classes de renda mais elevada são mais exigentes, e estão mais dispostas a pagar mais pelos serviços de uma escola onde a criança possa estudar mais de uma língua, além de fazer aulas de música e pintura. Esta escola ainda pode contar com piscina, para aulas natação, e um playground com muitos brinquedos, além de oferecer vários jogos educativos e refeições aos alunos. Já uma classe com renda inferior vai dar mais ênfase para a questão financeira, sem deixar de pensar na qualidade do ensino dos filhos, tendendo a procurar uma escola onde a criança possa ter o máximo de vantagens pelo menor preço possível.
O empreendedor também deve ficar atento aos concorrentes, ao tamanho da população da cidade e, em especial, ao tamanho do público-alvo que ele pretende atender. Se o empreendedor percebe, por exemplo, que já existem muitas escolas atendendo o público de alta renda (operando com capacidade ociosa) e que para o público de renda média ou de baixa renda existem poucas opções, com uma demanda atrativa por parte deste público, comportando mais uma empresa, é muito mais interessante atender a estes consumidores do que tentar penetrar no saturado nicho de mercado das escolas para as classes mais altas.
Por isso, o empreendedor deve ficar atendo ao mercado como um todo, pois é pela percepção de suas tendências e nuances que se deve definir o nicho de mercado a ser atendido pela escola e os serviços oferecidos.
Próxima página
1 2 3 4 5 6
<< Voltar