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Um investimento que exige cuidado
O exemplo de sucesso desse mês é a proprietária da Fazenda Santa Marta, Márcia Helena Bissoli Guadanucci. A Santa Marta tem uma história de sucesso no setor de estrutiocultura e possui hoje um centro de incubação baseado nos padrões internacionais de qualidade.
E&R: Como foi o processo de ingressar no ramo da estrutiocultura?
Márcia Guadanucci: Em 1995, estávamos buscando alternativas econômicas para aumentarmos a geração de renda em nossa propriedade, quando vimos uma matéria sobre as primeiras importações de avestruzes no Brasil. Vislumbramos ai a possibilidade que estávamos buscando.
E&R: Quais foram os investimentos e adaptações que precisaram ser feitas para alojar as aves?
M.G.: Inicialmente os investimentos foram bem pequenos, se limitando a construção de piquetes para acomodação dos filhotes (o maior investimento foi na aquisição das aves). Começamos com um lote pequeno, até porque não conhecíamos nada de avestruzes e não queríamos arriscar numa criação inviável.
E&R: Qual é o trabalho atual da Fazenda Santa Marta?
M.G.: Hoje nós trabalhamos com a venda de animais selecionados, reprodução, assessorias e treinamentos para nossos clientes, parcerias de incubação de ovos e hospedagens de animais, além da compra de animais para abate e comercialização dos produtos. Ou seja, temos o ciclo completo da cadeia produtiva do avestruz.
E&R: Como se apresenta o mercado da estrutiocultura?
M.G.: O mercado hoje se encontra em transição de uma situação de estruturação de plantel nacional para comercialização dos produtos (abertura de mercado para os produtos do avestruz no território brasileiro e adequação do Brasil para exportação desses produtos, principalmente a carne).
E&R: Quais são os principais cuidados que se deve ter com o avestruz?
M.G.: Nós trabalhamos sempre a questão do manejo sanitário preventivo, no qual você tem algumas barreiras sanitárias para evitar possíveis contaminações do plantel.
E&R: O que é necessário para quem deseja entrar no mercado?
M.G.: Antes de qualquer coisa, é preciso gostar da criação, o segundo passo é buscar matrizes de qualidade e uma empresa que consiga te dar um bom suporte na criação. Orientamos sempre que o futuro criador visite vários criatórios e observe a qualidade dos animais fazendo o possível para tirar a maioria das suas dúvidas durante as visitas. Ter o máximo de informação possível antes de fazer o investimento é muito importante para um possível sucesso no ramo.
E&R: Como é o serviço prestado pela Santa Marta?
M.G.: Nós prestamos serviço para facilitar a criação dos pequenos criadores. Por exemplo, a incubação de ovos, na qual o criador traz seus ovos para serem incubados em nosso Centro de Incubação. Além de incubarmos os ovos, criamos os filhotes até 90 dias (fase mais crítica da criação). Para tanto, o criador pode pagar pelo serviço em dinheiro ou em porcentagem de filhotes nascidos. Outro serviço é o de hospedagem de reprodutores, que é válido para quem não tem condições de cuidar da criação por um determinado tempo ou para quem tem uma quantidade pequena de animais.
E&R: Como vocês conheceram os videoscursos do CPT?
M.G.: Há muito tempo nós utilizamos os videocursos do CPT para obtermos informações sobre uma criação ou técnica de manejo. Optamos por essa busca de conhecimento por ser de ótimo conteúdo, rápido e prático.
E&R: Quais foram os benefícios obtidos por meio dele?
M.G.: Como disse anteriormente, conhecimento rápido e preciso sobre determinado assunto. Isso nos trouxe melhorias na criação e economia de investimentos.
E&R: Agora uma curiosidade. Como surgiu o mito de que o avestruz enterra a cabeça na areia quando se sente amedrontado?
M.G.: Essa até eu gostaria de saber!!!