Oswaldo Fazio Júnior
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“Determinação, perseverança e acreditar naquilo que se está fazendo”
Oswaldo Fazio Junior conta como começou a trabalhar com ecoturismo e esporte de aventura e qual é a importância do constante treinamento e capacitação dos profissionais
Desde 1996, a No Limits Adventure Club , Liga Nacional de Esportes de Aventura, localizada na cidade de São Paulo, vem promovendo o ecoturismo sustentável e de aventura procurando, dentre outras coisas, a preservação, exploração e recuperação dos ambientes visitados. Para que isso seja sempre feito de maneira sustentável, sem agressão à população e sem risco para os participantes, o treinamento e a capacitação tornam-se de extrema importância para o profissional.
Oswaldo Fazio Junior, presidente da Liga, está em constante treinamento junto com sua equipe, pois, segundo ele, “sem esses fatores de capacitação e treinamento seria impossível o desenvolvimento de nossas atividades”.
Por essa consciência ambiental e empresarial é que o presidente da No Limits Adventure Club é o nosso primeiro entrevistado.
Emprego e Renda: Como surgiu o ecoturismo e o esporte de aventura na sua vida?
Oswaldo Fazio Junior: O ecoturismo e os esportes de aventura surgiram de uma brincadeira com amigos, quando, em 1993, fui visitar o Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR), no sul do estado de São Paulo, e me apaixonei pelas belezas diversas do lugar. O Parque possui uma das maiores concentrações de cavernas do mundo. A partir de então comecei a me preparar e a desenvolver roteiros e levar pessoas para visitação, sempre com muita segurança.
E&R: Como e quando o esporte de aventura deixou de ser hobby para se tornar negócio?
Oswaldo: Este tempo de preparação para desenvolvimento comercial durou por volta de três anos e meio. Foi a partir de 1996 que comecei a levar grupos para o local.
E&R: Qual é a proposta da No Limits ?
Oswaldo: Nossa proposta principal é o desenvolvimento dos esportes de aventura como o Trekking, Rafting, Caving, Montain Biking, Canyoning, Rappel (este último não é um esporte, mas técnica utilizada em escalada e espeleologia), Corrida de Aventura dentre outras que tenham exigência física. É importante ressaltar que primamos pela segurança, orientação e conscientização, além de fazermos um trabalho de educação ambiental e de desenvolvimento sustentável.
“(...) sem estes fatores de capacitação e treinamento seria impossível o desenvolvimento de minhas atividades junto com minha equipe. Outro fator importante é o da reciclagem técnica, pois não podemos deixar de aprender nunca. Por isso, anualmente faço treinamento para minha equipe, quando revemos as técnicas já conhecidas e intercalamos as novas.”
E&R: Como empresário de que maneira você vê a importância da capacitação e do treinamento no resultado da empresa?
Oswaldo: Em meu caso fundamental, pois sem estes fatores de capacitação e treinamento, seria impossível o desenvolvimento de minhas atividades junto com minha equipe. Outro fator importante é o da reciclagem técnica, pois não podemos deixar de aprender nunca. Por isso, anualmente, faço treinamento para minha equipe, quando revemos as técnicas já conhecidas e intercalamos as novas.
E&R: Sabemos que você já fez o curso Ecoturismo da Universidade On-Line de Viçosa (UOV). Em que esse curso te beneficiou?
Oswaldo: O curso da UOV veio clarear muita coisa que já conhecia na prática além de me ajudar a ajustar todo um conhecimento em cima de gestão ambiental. Coincidentemente, estava trabalhando em um projeto de desenvolvimento sustentável em uma área aqui em São Paulo e o curso caiu como uma luva, me ajudando na elaboração do mesmo.
O Plano chama-se APA Capivari-Monos Parque de Aventura e foi feito para uma área de 251 km 2 , com 78% de Mata Atlântica, primária, possuindo três aldeias de índios Guaranis e responsável pelo abastecimento de 30% da água da cidade de São Paulo. Está área representa 1/6 da cidade, e possui 1493 km2.
E&R: E os funcionários da empresa, eles também fazem curso de capacitação?
Oswaldo: A Liga não possui funcionários e sim parceiros de projetos e colaboradores e, com certeza, todos eles também estão sempre fazendo treinamento e aprimorando o conhecimento.
E&R: Quais são as dificuldades encontradas por esse setor no Brasil?
Oswaldo: Falta mais seriedade dos governantes locais em preservar as áreas de visitação. É necessário mais orientação, educação, investimentos em desenvolvimento, parcerias, tratamento de esgotos, lixo dentre muitos outros problemas que encontramos.
E&R: Qual a sua sugestão para as pessoas que também desejam iniciar um negócio próprio?
Oswaldo: Determinação, perseverança, acreditar naquilo que está fazendo. É preciso que se tenha um relacionamento profissional no qual todos ganhem seu dinheiro por meio de cooperativas, associações e outras entidades, mas acima de tudo, é preciso ter seriedade e competência. Fórmula simples e eficiente!