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Entrevista do mês


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Motivação: um diferencial competitivo

Débora Martins

Você acredita que motivação é um diferencial competitivo? Como apresentar essa característica em uma entrevista de emprego?
Sim, pessoas motivadas têm uma relação direta com o sucesso. Seja numa entrevista de emprego ou em qualquer outra situação; quem está motivado transmite, por meio de sua expressão facial, gestos, palavras e atitudes, certa benevolência. Ou seja, vontade, ânimo, disposição para agir em causa própria ou coletiva.

É possível motivar um grupo sem estar motivado?
Se você for um bom ator, quem sabe? Afinal, nada é impossível. Brincadeira à parte, dificilmente conseguimos meios de motivar as pessoas se não estivermos em sintonia. Para motivar é preciso entusiasmo, energia e atitude. O próprio corpo denuncia. Pense da seguinte forma: imagine duas pessoas, uma deitada e outra ajoelhada no chão. Quando uma pessoa deitada tenta ajudar a outra que está ajoelhada, as duas permanecem no chão. Mas quando se está de pé, pode-se estender um braço forte, abrir as pernas procurando equilíbrio e dar um impulso para levantar aquele que estava tanto ajoelhado como deitado. Portanto, antes de motivar qualquer indivíduo, é necessário buscar a sua própria automotivação.

Quais estratégias podem ser utilizadas por um líder para motivar o seu grupo?
Bombons, definitivamente não! Engraçado como muitos gestores pensam em motivação de uma forma infantilizada, do tipo: Bom comportamento + meta alcançada = mimo de criança/permissividade. Motivação não é recompensa material, estourar bexigas, escutar axé ou promover um estado permanente de euforia. Implica em desenvolver um tremendo aperfeiçoamento da nossa forma de pensar motivação nos dias atuais. Nossa sociedade, nossas famílias, nossas empresas, passam por transformações profundas. Vivemos um momento de repensar e desconstruir algumas crenças sobre esse tema. Portanto, as estratégias utilizadas para motivar pessoas e equipes devem ser baseadas em reconhecimento, o que promove a verdadeira sensação de bem-estar. O indivíduo, reconhecido por suas capacidades, seus esforços. Premiado, sim, entretanto sem imediatismo. Buscando conscientizar o grupo que o ganho é de todos e que vale a pena trabalhar em equipe. Conscientização é o caminho mais seguro para promover qualquer campanha motivacional dentro de uma organização.

Em seu artigo, Motivação – um diferencial competitivo, você diz que é possível estar fazendo as coisas certas no lugar errado. O melhor é pedir demissão? Como vencer esse medo?
Nesse artigo conto uma experiência pessoal sobre o tema. Bem lembrado. Enfim, essa é uma pergunta muito interessante. Afinal, quem não quer fazer as coisas certas no lugar certo e obter o reconhecimento merecido? Pois é, e comprometimento é individual. Ninguém pode se comprometer em realizar os sonhos ou tarefas de outra pessoa. Já viu alguém tomar um remédio para que o outro se cure? Fazer exercícios para que o outro emagreça? É importante salientar que não podemos nos autoabandonar. Um indivíduo até consegue fazer um bom trabalho estando insatisfeito com a empresa na qual trabalha, mas não por muito tempo. Entretanto, pedir demissão é uma decisão muito particular, pois envolve questões financeiras. Obviamente, exige planejamento, coragem e autoconfiança.

Fale-nos um pouco sobre atitudes vencedoras, postura ética e empatia.
Em 1996, quando trabalhei para uma determinada empresa, aprendi muito sobre o poder das palavras e das ações assertivas. Conheci um gerente de vendas que a todo instante dizia "Eu sou um vencedor!". No começo, a equipe estranhou um pouco; afinal, parecia um tanto presunçoso alguém repetindo como um mantra essa frase em voz alta. Ele não ligava para os comentários e risos do grupo. Com o passar do tempo, encompridou a frase e passou a dizer "Eu sou um vencedor e vocês também são!", sempre firme. Assim, a equipe passou a admirá-lo pelo conjunto – atitude, postura e interatividade. O resultado eu preciso dizer? Logo, percebemos que pessoas que tomam atitudes vencedoras descobrem várias alternativas para obter o sucesso, são criativas, flexíveis, possui um excelente relacionamento interpessoal e sabem ser empáticas. São os verdadeiros vencedores.


Débora Martins é palestrante, especialista no gerenciamento das relações entre empresas e clientes. É jornalista, proprietária da empresa Atender Bem Consultoria e Treinamento Ltda., desde 1999. Palestrante convidada da Associação Comercial de São Paulo e consultora do Instituto Via de Acesso. Participa dos livros Os trinta + em Atendimento e Vendas e Os trinta + em Motivação do Brasil, colunista do Portal Administradores, autora de diversos artigos sobre motivação, vendas e qualidade no atendimento.



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