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Interligação de switches: como fazer

  Interligação de switches: como fazer   Artigos Cursos CPT


O switch é um aparelho parecido com o hub e tem como principal função interligar os computadores. É utilizado em praticamente todas as redes por causa de suas diversas vantagens

O switch é um aparelho parecido com o hub e tem como principal função interligar os computadores. Ele é utilizado em praticamente todas as redes, atualmente, por causa de suas diversas vantagens. A primeira grande diferença entre hub e switch é que eles fecham canais exclusivos de comunicação entre o micro que está enviando dados e o que está recebendo, ou sejam os dados vindos do computador de origem somente são repassados ao computador de destino.

“Assim, a rede não fica presa a um único computador no enfio de informações e permite que vários pares de micros troquem dados entre si ao mesmo tempo. Isso aumenta o desempenho da rede, já que a comunicação está sempre disponível, exceto quando dois ou mais computadores tentam enviar dados simultaneamente à mesma máquina”, afirma Dr. Marcilio Bergami de Carvalho, professor do Curso a Distância CPT Cabeamento Estruturado, em Livro+DVD e Curso Online. Essa característica também diminui a ocorrência de erros típicos que ocorrem no hub, como as colisões de pacotes.

No caso de ser necessário expandir a sua rede, podem ser interligados diversos switches, e estes em novos computadores. Portanto, quando se necessita aumentar o número de computadores em uma rede não é necessária a substituição de um switch por outro switch com um número maior de portas.

Para realizar a interligação de switches, podem ser utilizadas duas técnicas básicas, o empilhamento e o cascateamento. O empilhamento é uma tecnologia proprietária e disponível em equipamentos com valor agregado superior. Apesar de o cascateamento ser a forma mais rápida de aumentar a quantidade de portas numa rede, ela pode gerar mais problemas de colisão e perda de pacotes em redes muito congestionadas.

Não se recomenda ligar, via técnica do cascateamento, mais de 4 switches entre si, para que não haja degradação no desempenho dessa rede. Já com a técnica do empilhamento, utilizada em aparelhos de melhor qualidade, esse problema é minimizado, não estrangulando a rede.

Existem diversos tipos e modelos de switch, sendo muito comum o uso de switches de mesa para redes domésticas ou para as de pequenas empresas. Eles possuem custo mais acessível, mas apresentam algumas limitações e somente podem ser interligados a outro switch por cascateamento. Normalmente, não é recomendado o seu uso em cabeamento estruturado, pelo menos para interligar os cabos de backbone.

Para redes maiores e redes corporativas, estruturadas, em que as redes são muito exigidas, os switches de rack são os mais indicados e mais eficientes. Os switches, como os HUBs, possuem vários conectores RJ 45, um para cada computador que vai ser conectado. Os mais comuns são switches com capacidade para 8, 16 e 24 portas.

Quando são utilizadas placas de rede de velocidades diferentes, os switches transmitem os dados na velocidade de limitação das placas de rede de somente dois computadores, e não de todos os computadores ligados na rede, como no hub. Portanto, se a rede possui alguns computadores com placas de 10 mbps e outros com placas de 100 mbps, quando dois computadores com placas de 100 trocarem dados, a transferência se dará a 100 mbps. No caso do hub, essa velocidade seria 10 mbps.

Da mesma forma, se tivermos um switch giga bit e, nos computadores da rede, placas de 10 mega bites, 100 e 1000 mega bites, quando o computador da placa de 10 se comunicar com outro com placa de 1000, a velocidade se dará a 10 mega bites. Mas, se, ao mesmo tempo, outros computadores com placas de 100 se comunicarem, a trica de dados ocorrerá a 100 mega bits. Entre a placa de 100 e a de 1000, a velocidade será de 100 mega bits. Por esse motivo, o mais indicado é a interligação entre os switches, na qual o tráfego de dados, normalmente, é muito alto, por meio de portas mais rápidas, como neste caso, que é de gigabits.

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Por Silvana Teixeira.

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